A língua portuguesa é sem dúvidas uma das mais complexas que existem. São muitas regras que foram se modificando ao longo do tempo, adequando a língua para algo mais contemporâneo e menos coloquial.

Existem regras de acentuação, vírgula, plural, verbo, sílabas e etc. Por isso, é muito importante sempre estudar e decorar o máximo possível destas regrinhas , para que você consiga fazer uma dissertação de forma mais tranquila. 

Neste artigo você vai aprender e entender tudo sobre pronome oblíquo. Entenda o que é oblíquo sem complicações e saiba tudo o que precisa para ir super bem no Enem. 

O que são os pronomes oblíquos?

Por definição, os pronomes do caso oblíquo podem ser usados como complemento nominal, objeto direto e indireto.Somado a isso, eles também possuem uma função de adjunto adverbial e agente da passiva. 

Além disso, eles podem ser tônicos ou átonos, sendo  também uma variação dos pronomes que chamamos de pessoais. Isso porque o pronome oblíquo é necessariamente um caso de pronome pessoal.

Com isso, ele realiza uma referência a uma das pessoas de um discurso. Isso pode ser tanto no singular, como no plural, seja na primeira, segundo e terceira pessoa. 

Na frase, o pronome oblíquo realiza uma função de complemento verbal. Por essa razão ele age como um objeto direto ou também como um objeto indireto do verbo em questão. 

Mas, antes de continuarmos, é de suma importância que você entenda outra coisa: pronomes retos. Isso porque assim você conseguirá diferenciar um do outro com mais facilidade. 

Entendendo o que é pronome reto

Os pronomes retos, ou, pronomes pessoais retos, são aqueles que têm a função de se colocar no lugar dos substantivos em uma oração. 

Eles assumem assim o lugar do sujeito na oração. Veja os exemplos de pronomes pessoais retos na primeira, segunda e terceira pessoa do singular e do plural: eu, tu, ele, nós, vós, eles. 

Esses pronomes indicam a pessoas no discurso. Quem fala, para quem se fala e de quem se fala. Agora que você entende o que é pronome reto, irá saber quais as funcionalidades dos pronomes oblíquos dentro da língua portuguesa. 

Isso porque, para casa pronome reto, existe um oblíquo. O seu significado pode corresponder o que é equivalente de objeto de um complemento ou verbo. 

O pronome reto “Eu” pode ser substituído por alguns oblíquos: me, comigo e mim. Quando falamos do “Tu” pode ser ti, contigo e te. Já os oblíquos lhe, a, o, si, consigo e se são usado para substituir o “Ele”.

Quando vamos para os plurais, podemos observar que o “Nós” pode ser substituído por conosco e nos. Seguindo essa linha, o “Vós” se altera para convosco e vos enquanto que o “Eles” se transforma em consigo, se, lhes, as, os e si. 

Na língua portuguesa alguns verbos não possuem sentido se ficarem sozinhos na oração. Por isso, eles precisam de algum tipo de complemento. Desta forma é mais fácil justificar o que é oblíquo e seu uso.

Por exemplo, podemos usar uma oração que é muito comum de ser dita por aí: “Eu vi ela”. Apesar de ser falada por muitos, ela está errada. No caso o correto será “Eu a vi”. Esse erro é comum pelo fato das pessoas não repetir o nome, e no caso, optam por usar um pronome direto. 

O que é Oblíquo átono

 

Os pronomes oblíquos átonos são aqueles que são usados como objetos direto ou indireto e que não vêm acompanhados de preposição. 

Como exemplo temos a frase: Elas me adoram. No caso o objeto direto é o “adorar alguém”. E, no caso de objeto indireto, com a frase Deram-lhe uma surra semana passada, onde ele fica empregado no “dar a alguém”.

Além desses, temos os outros pronomes. Os pronome as, os, a e o são usados como objetos direto. Já os lhe e lhes, como já citado, são empregados somente como objetos indiretos. 

O que é Oblíquo tônico

 

Ao contrário dos átonos, os oblíquos tônicos são seguidos sempre de preposições. Como exemplo temos a frase: “Ele está comigo”, onde o oblíquo tônico é o comigo. A diferença é que o tônico pode exercer outras funções.

Ele pode servir de complemento nominal, adjunto adverbial, objeto direto, indireto e agente da passiva. Veja a seguir o que é cada uma dessas funções e como o pronome oblíquo tônico é aplicado.

 

Complemento Nominal

O é um termo na língua portuguesa que se refere ao termo que integra uma oração usado para complementar o sentido de um nome, como por exemplo advérbio, adjetivo ou substantivo. 

Por regra, o complemento nominal é sempre seguido por uma proposição em uma oração qualquer. Como por exemplo na frase: “Eu não sei o que eles querem de mim”. Nela é utilizado o pronome oblíquo, “mim” em um complemento nominal. 

Apesar de parecido, é fundamental não confundir o adjunto adnominal com complemento nominal. Enquanto que o adjunto adnominal tem como função caracterizar um substantivo, sendo o que é chamado de termo acessório de uma oração.

Adjunto Adverbial

O adjunto adverbial é um termo na língua portuguesa que se refere advérbio, verbo e adjetivo. Ele pode ser classificado de diversos modos, dependendo apenas de como ele é usado dentro de uma oração.

Por exemplo, temos adjuntos adverbiais de dúvida, afirmação, negação, intensidade, tempo, modo e etc. 

 

Pronomes Pessoais

Os pronomes pessoais são os responsáveis por substituir os substantivos, apontando de modo direto as pessoas presentes na sentença.

Eu ou nós são os pronomes usados por quem escreve ou fala, já os pronomes tu, vós, vocês e você são usados para denominar a quem se tem como alvo, e por último, ele, ela, eles e elas, utilizados para fazer alusão à pessoa ou às pessoas sobre as quais a sentença fala sobre.

Pronomes pessoais podem se modificar conforme com suas colocações nas sentenças, podendo se tornar pronome oblíquo ou pronome reto.

Pronomes de Tratamento

Chamamos de pronome de tratamento ou segunda pessoa indireta quando usamos pronomes ainda que representem o interlocutor, empregam o verbo na terceira pessoa. 

Vossa Excelência x Sua Excelência: Todos os pronomes de tratamento que possuem Vossa (o), se aplicam quando a sentença se refere à pessoa com quem estamos falando. Por exemplo: 

Aguardamos a presença de Vossa Excelência, Senhora Governadora em nosso evento beneficente.

Todos os telespectadores relataram que o discurso de Sua Excelência, Senhor Ministro da Educação, foi grosseiro.

Pronomes Possessivos

Pronomes possessivos são vocábulos que apontam a pessoa que possui algo na sentença, Por exemplo:

A caneta é minha – Minha: possuidor 1ª pessoa do singular.

É importante ressaltar que a flexão do modo possessivo decorre da pessoa gramatical que se trata, deve-se manter a concordância em gênero e número com o objeto tido.

 

Afinal, o que é gramática?

Podemos encontrar no dicionário a seguinte definição: “conjunto de prescrições e regras que determinam o uso considerado correto da língua escrita e falada.”, mas afinal, o que realmente é gramática e por qual razão é tão necessário que saibamos usa-la corretamente, principalmente se você está estudando para se dar bem na redação do ENEM. 

Ao que se refere à gramática, é sabido que o conteúdo é composto por uma coleção de regras, as quais amparam a língua, por isso, para se falar e escrever bem e corretamente, é importante o estudo e conhecimento.

A língua está em constante desenvolvimento, diante disso, podemos dizer que a língua é um organismo vivo, consequentemente, é de extrema relevância ressaltar que é completamente natural que haja afastamento entre o que estabelecido previamente e o que realmente é utilizado por seus falantes nativos.

Mas nem por isso devemos nos acomodar e deixar de nos mantermos  atualizados juntamente com a evolução da gramática.

Por ser um composto profundo e suscetível a diversos pontos de vista, a gramática mostra abordagens variadas, por isso é fragmentada em classes diferentes, são elas:

Gramática normativa: utilizada com finalidade didática

Gramática descritiva: seu propósito é examinar um conjunto de normas, levando em conta as modificações linguísticas.

Gramática histórica: Pesquisa a ascendência e desenvolvimento da língua.

Gramática comparativa: Determina analogia de duas línguas da mesma linhagem.

 

Verbos

É a categoria de palavras que se modifica de acordo com o gênero, número, tempo, modo e voz. São palavras que apontam episódios como uma ação, fenômeno, estado. O que define o verbo são as suas declinações, e não os suas prováveis acepções. 

Do ângulo morfológico, uma forma verbal pode ter os seguintes componentes: Radical, desinência modo-temporal, desinência número-pessoal.

Infinitivo, particípio e gerúndio

Chamamos de forma nominais do verbo quando o mesmo encontra-se no infinitivo ou no particípio ou no gerúndio, levam essa nomenclatura pois dentro de uma oração, podem apresentar tanto posição de ver quanto de nome.

Temos dois tipos de infinitivo,  infinitivo pessoal e infinitivo impessoal. O infinitivo pessoal – flexionado –  è utilizado quando o sujeito da sentença está estabelecido ou se pretende estabelecer-lo. Já o infinitivo impessoal – não flexionado – , é empregado quando não se tem sujeito indicado na oração.

Particípio, mostra a condição da situação após ser encerrada, nos passando assim, uma ideia de finalização da ação verbal. A maioria dos verbos têm um modo de particípio regular, terminando em -ado e -ido, mas não podemos esquecer que também existem verbos com particípios irregulares, esses terminando em -to ou -so.

Gerúndio, é o responsável por apontar uma ação alongada, que ainda está acontecendo, passando a ideia de ininterrupção da ação do verbo. Verbos no gerúndio possuem terminações com -ando e -indo.

Substantivo

Chamamos de substantivo ou nome um conjunto de palavras diversas que nomeiam e intitulam seres  de forma genérica, ou seja, todas as coisas e seres possuem um nome e esse nome é chamado de substantivo.

Os substantivos possuem algumas classes: substantivo comum, substantivo próprio, substantivo abstrato, substantivo concreto, substantivo coletivo, substantivo primitivo, substantivo composto, substantivo simples, e substantivo derivado.

O substantivo comum, trata de dar nome a todos os seres de uma dada espécie sem especificar-los.

Substantivo próprio, caracteriza e distingue certo organismo de uma espécie estabelecida. Normalmente, carrega letra maiúscula no início da palavra.

Substantivo abstrato, é um pouco mais complexo, pois nomeia não apenas organismos mas também, sentimentos, ações, qualidades e estados, esse por sua vez, depende sempre de outro ser para se realizar.

Substantivo concreto, são utilizados dentro da gramática para nomear organismos com existência exclusiva e livre.

Substantivo coletivo, como o próprio nome da classe já determina, são usados para nomear organismo e seres de um grupo da mesma espécie.

Substantivo primitivo, são palavras que não descendem de outras mas são utilizadas para formar novos vocábulos.

Substantivo composto, é constituído por mais de um componente, ou seja, através de um agrupamento de palavras.

Substantivo simples, refere-se aos nomes compostos por uma palavra, unicamente.

Substantivo derivado, é simplesmente o nome dado a classe de substantivos formados com suporte de outras palavras.

Flexão do substantivo

Denominamos flexão de um substantivo quando o mesmo se modifica de acordo com o gênero (feminino ou masculino), número (singular ou plural) e grau (aumentativo ou diminutivo). 

Essas flexões não são novidades em nosso dia-a-dia, pois as utilizamos o tempo todo para dizer praticamente tudo. 

Por exemplo, no momento em que você está conversando com amigos e utiliza a palavra pássaro, estamos tratando de um substantivo do gênero masculino e no singular,  e que pode ser flexionado em grau, dizendo passarinho ou também, ser flexionado por número, pássaros.

Onde se encaixam os substantivos dentro da gramática?

Bom, os substantivos são parte integrante da morfologia, que nada mais do que campo da gramática encarregado de estudar a estrutura e formação  das palavras que compõem a nossa língua. 

O ponto individualizador desse campo de estudo, é que ele não estuda os vocábulos dentro de orações ou sentenças. 

Mas, isoladamente cada parte da palavra, é propriamente esse estudo que caracteriza as palavras que conhecemos dando à elas suas devidas funções dentro de frases, orações ou períodos, dividindo as palavras em todas as classes gramaticais existentes.

Poderíamos escrever um enorme texto apenas falando sobre regras gramaticais, mas aqui estão expostas algumas das mais importantes que você precisa saber para produzir uma boa redação ou ainda se dar bem em língua portuguesa durante sua prova do ENEM

Não deixe de estudar pois nossa gramática está em constante evolução, por isso aproveite essas dicas e boa sorte!

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