Saiba como as variedades linguísticas podem cair no Enem

 A língua é dinâmica, e por isso essa costuma variar no decorrer do tempo, e também de acordo com as regiões e com o grupo social. Isso porque ela sofre transformações por conta de diversos fatores advindos da sociedade, que também muda ao longo do tempo.

Por isso, quando falamos de linguagem informal, podemos afirmar que existe uma série de línguas diferentes, que se modificam conforme as condições sociais, a região, o momento da história e a cultura. 

Toda essa variação diz respeito à história de um povo, e por isso podemos estudá-lo a partir de informações obtidas pelas suas línguas. Percebendo a importância disso, esse assunto se tornou cada vez mais recorrente nos vestibulares, e as questões de variedades linguísticas no Enem têm caindo cada vez mais.

Para te ajudar a compreender melhor esse tema, que tende a cair bastante no Enem, na matéria de hoje falaremos sobre variedades linguísticas. Então, se você é um vestibulando, ou apenas tem curiosidade em aprender esse assunto, continue acompanhando o post de hoje! 

Textos jornalísticos

Veja também: Textos jornalísticos: interpretação e estrutura para o Enem

Variação histórica

A palavra “você” é um grande exemplo de variação linguística histórica! Isso porque antigamente essa palavra era escrita “vosmecê”, e hoje vemos com regularidade na internet essa palavra sendo escrita apenas com a abreviação de “vc”, por mais que o correto seja “você”.

Além disso, a palavra “farmácia”, por exemplo, era escrita “pharmácia”. Então, retiraram “ph” e inseriram somente o “f” para tornar a palavra mais simples. 

Não foram apenas essas palavras modificadas ao longo tempo, já que existem inúmeras outras que sofreram alterações. Basta você dar uma conferida no dicionário para confirmar as variações linguísticas históricas que ocorreram com o passar do tempo.

É válido salientar que as variações históricas ocorrem devido às transformações advindas de eventos históricos. As modificações que ocorrem ao longo da história de um povo afetam a língua desses, transformando-a.

Por exemplo, o uso do “vc” ao invés de “você” mostra que existe uma grande inserção do mundo digital na vida das pessoas, de modo a demonstrar a sua importância. Incrível, não é mesmo? Por isso é possível relacionar a história com as variações da língua, afinal um conceito acaba complementando o outro. 

A transformação da língua a partir de um contexto histórico pode ser bastante perceptível nos livros dos grandes escritores. Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, cita o seguinte fragmento em seu livro:

“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.”

É perceptível que essa variação linguística é antiga, quando percebemos o uso de vocábulos com “mademoiselles”, “janotas” e “balaio”. 

Se fôssemos utilizar as palavras do texto nos dias atuais, usaríamos expressões como “gatinha”, “galera” e “mina”.

Variação regional

As variações regionais são conhecidas como dialetos. Então, expressões como “vixe mainha”, “oxente”, “tri” e “bah” são consideradas dialetos. Afinal as primeiras expressões são comuns no Nordeste e as duas últimas fazem parte da região Sul.

Portanto, essas variações se diferenciam de acordo com a cultura de uma região. Uma palavra apenas pode ter diferentes variações pelo Brasil. O vocábulo “mandioca” pode ser chamada de macaxeira, abóbora ou jerimum. 

O dialeto caipira também é um grande exemplo da variação regional. Isso porque muitas vezes as pessoas caipiras não tiveram a oportunidade de ter uma educação formal e desconhecem a norma “culta”. Isso os diferencia de indivíduos que tiveram uma excelente educação. 

Variação estilística

As variações estilísticas se modificam de acordo com o grau de formalidade. Por isso, esse tipo de linguagem pode variar entre linguagem formal e linguagem informal.

A linguagem formal é usada em situações comunicativas que exigem a utilização de termos mais cultos, como palestras, reuniões empresariais e congressos. 

A linguagem informal – também chamada de linguagem coloquial – é usada em situações mais informais, como encontros entre familiares ou entre amigos. Portanto, a variação estilística consiste em mudanças formais e informais. 

Variação social

A variação social diz respeito a expressões utilizadas por grupos sociais ou pelo nível de instrução de educação de cada pessoa. Por isso, as gírias, os jargões e o linguajar são considerados variações sociais. 

As expressões usadas por um grupo de surfistas, tatuadores e cantores de rock também se diferenciam, e o vocabulário utilizado por cada um desses grupos se chamam gírias.

Já as expressões mais técnicas e os termos mais profissionais são considerados jargões. Por isso, profissionais da informática, advogados, engenheiros e médicos podem ter expressões diferentes que dizem respeito à sua área de especialização profissional.

Por fim, as pessoas que possuem um baixo nível de estudos, muitas vezes utilizam um linguajar próprio que não se relaciona com as normas cultas de língua portuguesa. Já as pessoas que possuem um maior nível, costumam utilizar palavras mais rebuscadas e desenvolver uma fala mais coerente e coesa.

É válido salientar que a variação social possui diferenças em níveis fonológicos e morfossintáticos, como descrevemos a seguir:

  • Fonológico: usar o vocábulo “bão” ao invés de “bom”, ou falar “probrema” ao invés de “problema”, ou chamar utilizar a palavra “bicicreta” ao invés de “bicicleta”;
  • Morfossintático: usar a expressão “a gente fumo” em uma frase, ao invés de falar “nós fomos”, ou falar “dez real” ao invés de “dez reais”, ou usar o vocábulo “eu truci” ao invés de “eu trouxe”.

E aí, gostou do resumo sobre variedades linguísticas para o Enem? Se você deseja saber mais informações sobre esse assunto, continue acompanhando o nosso blog, pois sempre compartilhamos diversas dicas sobre o Enem, em relação a:

  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Linguagem, códigos e suas Tecnologias;
  • Redação para o Enem. 

Seguindo todas as nossas dicas e absorvendo todas as informações, você conseguirá atingir uma boa pontuação no Enem, e consequentemente a tão sonhada aprovação no vestibular. Então, está esperando o que para ler nos nossos outros resumos? Acompanhe o site e tire todas as suas dúvidas. 

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui